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(with me)

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N ada de desagrado. Justifico aquilo que faço, que vivo, amasso ou trago, quando não, é porque tenho antes de pensar como fazê-lo. Meu amor é fruta que apodrece pelo centro, é tormento que atormenta quem recebe. Quero teu tudo, mundo com pó e desespero. Desenha nosso amor imundo na tela branca e deixa minha pele na tua unha atrevida. Engole, cospe-me que te penetro e escabelo, jorram os grunhidos e a perversão bem nutrida escala a parede do terceiro andar. Nossa morada é espaço apertado, quase a ti não abriga e um sobre o outro deslocando móveis pra chegar ao orgasmo. Tapete persa, pernas e tantas que são dois pares. Abajur que cai, beijos e tantos que são duas bocas. Roupa  rasgando, dedos e tantos que são de quatro mãos com paradeiro desconhecido. Tenho em ti meu livro favorito e toda a emoção desse tempo da conquista. Não quero amanhã, nem saber de desilusões, dúvidas e dos pretéritos imperfeitos. Teus problemas hormonais são meus e nossa violeta morreu de sede. A loteria é um j...

Lucilla

O pior que há é estar inerte, é dispensar aproximação, calor, frio, nervosismo, choro e dança. O asilo na camada cinzenta que protege de tudo, que esconde do mundo. É furtar-se o direito de viver.

Da temperança

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N ão mudo pra agradar ninguém - foi a cara que ela fez. Vi um riso esguio nos lábios e uma vontade macabra de esganar-me - audacioso! Todas as coisas são feitas de fumaça, levei tempo pra perceber isso, mas hoje sei levitar e aconselho assuntos que transcendem minha carne. Desconheço por que vim e prefiro não definir para não poder explicar. Você quer algo de mim? Não sou anjo de gesso ou jasmim de apartamento: não me regue nem me reze. Será que você pode ser mais objetivo, será que pode perceber que já estou pronta para viver uma história mais de amor?! Ela se inclina e respira, quase cansa da vida e já espirra da gripe. Ele some, sumo: todas as coisas são feitas de fumaça.

Tadeu, celebrating!

P or favor, não imolemos um cordeiro para festejo do meu nascimento como bem fariam os Romanos, sigamos os Gregos: na sutileza e misticismo que lhes cabia homenageavam a deusa Ártemis – rainha das ninfas, guardiã da pureza e da fertilidade -, fazendo um bolo repleto de velas representando a claridade da Lua sobre a Terra. Eu sou de Lua! Confraternizo e sobrevivo com o tesão ato-efeito: ver um riso aqui e um açoite do inesperado na próxima via. Tenho aversão a cardápio e variedades de licores, pois há um tanto de indecisão em mim que genuinamente pertence à boa parte dos geminianos. Resguardo-me picos de humor, abundância de amor e pigmentos de rancor bordô que na convivência aparecem reunidos. Sou desvencilhado de estilo, meio torto vou variando fazes daquilo que visto. Quero gente que seja gente, de carne, osso e reclames, sem elevativos de estirpe fictícios, com dedos de graxa  ou roupas de gala, não importa, é o destino quem conduz. Acordo todo dia para angariar abraços, sirvo...

Extremos

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Permita-me esclarecer as coisas. Você é uma mulher estúpida, deprimente, idiota e repulsiva tanto quanto o maior canalha que visitou as arenas do sentimentalismo. Lamento não ter perdido , grifei, mais do meu tempo contigo, talvez pela razão de algum décimo oitavo sentido aguçado me alertar tamanha asneira. Hoje cogitei passear pelo plano público e maquiado da sociedade, ostentando minhas vergonhas e fracassos na mescla da estirpe de bem sucedido, devo deixar de fazê-lo? Cuspiria nos teus pés caso cruzassem meu trajeto, ignoraria teus dizeres caso adentrassem meus tímpanos, regurgitaria as piores percepções bem no centro da tua face e açoitaria com ódio visível tua carne imunda. Que eu tenha sido claro e compreensível de modo como nunca fui. Não te submeta a uma conversa comigo, nem mesmo oriente teus pensamentos ao norte das lembranças que por ventura restaram de mim. Afogue-me na patente, desgaste-me na parede, pois de ti dispenso aproximação qualquer, coito, biscoito e engodos de u...

Construo imperfeições, tem vento e têm balões

M eu itinerário, meu fato, meu jeito e meus segredos: não há nada de convencimento. Sou tipo comum, abrangente adolescente nas palavras, nas ideologias e imaturidades crônicas. Desses que pecam em agradar, agradam ao pecar – ou não -, são cansados e levam fardos de ocupações inúteis. Saiba que quando forem xingamentos escrevo em letras MAIÚSCULAS, cópula na cúpula, nada feito e é minha a culpa. ESDRÚXULO! Construo imperfeições, tem vento e têm balões. Sigo modelo próprio, sou meio Santo e meio Pinóquio. Um trato tratado errado, fumaça dos dois cigarros e levemente aterrorizado busco explicações pormenorizadas. Não conto de encontros, não sou lombo pra escambo, sou preso no medo, acredito em meio-termo, largado ermo sou profundo demais. 

Cecília

"Experiência não é o que aconteceu com você, mas o que você fez com o que aconteceu." (Aldous Huxley) Embatumou. Não sei, devo ter esquecido algum ingrediente ou batido pouco a massa. O que lembro é que foi nesta fase da adolescência que a mentira realmente passou a ter uma existência lógica pra mim, olhavam-me alargando o sorrido e elogiando em tom excessivo: “O bolo esta ótimo, Cecília!” . Eu sabia que não estava, mal conseguia comê-lo, mesmo assim agradecia e até hoje agradeço quando entendo qualquer coisa nessa acinzentada área da complexidade humana. De fato, fiz fisioterapia, senti-me não satisfeita e optei por ser Psicóloga, pois dizem que as pessoas que buscam essa graduação pretendem responder ou compreender suas problemáticas reprimidas. Até pode ser, mas nem sempre o terceiro grau de ensino ou a inteligência bem aprumada conseguem nos dizer algo, às vezes é necessário um confronto frio e calculista com nossos traumas, medos e afins, o que é bem mais difícil...