Sou explícito porque já oculto coisas demais em mim. Direto naquilo que digo-escrevo-faço, pois quero a expressão imediata e não resoluções pensadas de agrado falso.
H á quem prefira o silêncio e vive em sua caixa de sapato fechada na prateleira, rezando para que a poeira não cubra o coro da sua feitura: desdobramento de um argumento de Letícia. Porém vai bem à frente disso, e por xingamentos e pedidos de amigos, leitores e paixões de palmas suando frio, resolvi pagar o preço da crítica e da emoção instantânea re-ofertando os comentários dos passageiros que me passam. Comente quando quiser, o meu usufruir será farto, aos que enviam e-mail e preferem dos laços mais estreitos, cá estou abanando um olá!
“Só você contra você mesmo. Há de percebê-lo quando o desejado depender unicamente de seu próprio esforço.” O que me move é este INCÔMODO de me perder dos meus sonhos. Essa é minha arma, minha última força pra que não me torne mais um integrante da massa passiva do mundo. Não se aflija com minha aflição, não se assuste com meu desespero. Eu quero, eu preciso e isso é o meu sangue, meu ar. Ore pelos meus disparos, por favor, que eu domo meus monstros (ou mudo meus objetivos ). Francisco Cândido Xavier, dissera: l embre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa, o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios, o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros. Não se esqueça, igualmente, de que o maior inimigo de suas realizações mais nobres, a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa, a nota discordante da sinfonia do bem...
Rateio a mim mesmo, despedaço-me quando enfermo, e, às vezes, sinto vergonha de ser humano. Nessa correria tamanha, tenho o tempo de sobra escapando pelo ralo, fico renovando gargalos de vinhos nem tão finos e compreendendo destinos dos que já passaram por mim. Se me questionassem o que já vivi diria: um grande amor, uma grande decepção e centenas de outros dias que se sucederam. Sim, eu entendo que nada possa ser tão trágico e lamentável, mas não obtive nenhum estímulo razoável, para otimismos sentimentais. Poderia comprar um carro, tomar um porre e ter alguns surtos psicóticos normais, tudo estaria certo. Então o fiz. Gastei gasolina, entupi-me de bebida e dei motivo para alguns risos. Tentava era fugir um pouco, dizer: eu amo este mundo inteiro, MAS PRECISO VIRAR TATU POR ALGUNS DIAS! Esconder-me na toca, repousar no subsolo dos sentimentos consistentes. Quero estar só e quieto lendo versos e reversos de moças poéticas, estatuindo faces renovadas para minha arte desgastada e palavr...
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