Um tijolo, pequeno e duro, e outro, outro, cuspe pra fixar. Um tijolo, outro, outro, e outro. Meio tijolo, inteiro, meio tijolo, inteiro, meio tijolo. A porta, tijolos, a janela, tijolos, o banheiro, tijolos, outra janela, tijolos. Maison em francês, construída e pronta com paredes ornamentadas com gesso e todo detalhe que se tem direito na arquitetura contemporânea. Tudo é construção, todo homem nasce pra ser pedreiro. É erguer algo aqui, quando outro ali se desmonta.
Se fosse Morfeu
Então seria o caos, a completa imprevisibilidade dos fatos que ordenaria - posso dizer assim? - a forma como tudo ocorre. Qualquer explicação que a Física poderia prover seria inútil: a supremacia do casuísmo teria se tornado o motor dos fatos. A mim parece que esse grande globo terrestre tem suas motivações nos sentimentos, nas emoções e tudo que essa equação tem potencial de resultar. As guerras, as mortes, os nascimentos, as traições, a própria definição desses termos, tudo teria correlação intrínseca com a mágica que ocorre no corpo da nossa espécie quando o sentimento toma forma. Parece lógico pensar que o ego dos homens ocupa o espaço maior que seus corpos, esse espaço necessário para abrigar a expansão do eu é que acaba esbarrando em outros egos e o efeito em cadeia desse processo não poderia ser diferente do que uma pilha de argumentos que sempre pretendem justificar a nossa própria posição. De que maneira o herói salvaria o mundo? No silêncio do seu anonimato, cobrindo a face ...
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