Um tijolo, pequeno e duro, e outro, outro, cuspe pra fixar. Um tijolo, outro, outro, e outro. Meio tijolo, inteiro, meio tijolo, inteiro, meio tijolo. A porta, tijolos, a janela, tijolos, o banheiro, tijolos, outra janela, tijolos. Maison em francês, construída e pronta com paredes ornamentadas com gesso e todo detalhe que se tem direito na arquitetura contemporânea. Tudo é construção, todo homem nasce pra ser pedreiro. É erguer algo aqui, quando outro ali se desmonta.
Apetrecho
H á quem prefira o silêncio e vive em sua caixa de sapato fechada na prateleira, rezando para que a poeira não cubra o coro da sua feitura: desdobramento de um argumento de Letícia. Porém vai bem à frente disso, e por xingamentos e pedidos de amigos, leitores e paixões de palmas suando frio, resolvi pagar o preço da crítica e da emoção instantânea re-ofertando os comentários dos passageiros que me passam. Comente quando quiser, o meu usufruir será farto, aos que enviam e-mail e preferem dos laços mais estreitos, cá estou abanando um olá!
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